Terapia pela Escrita

A ideia dos Diários da Abundância chegou-me num dia de calor, numa praia de Palma de Menorca. Não sei de onde veio.

Lembro-me que o meu marido estava a trabalhar no quarto e eu estava sozinha com o meu filho na praia. Lembro-me dele a brincar à minha frente e do mar turquesa estendido para lá da areia.

Veio-me à memória a quantidade de vezes que fiz perguntas ao papel e todas em que ele me respondeu prontamente.  Um diário.

Não o chamava assim, mas era esse o nome. Já era um Diário da Abundância.

Todos os Diários da Abundância servem um propósito: ajudar. Empoderar. Melhorar. Atrevo-me a dizer, transformar. 

Sim, são ambiciosos, mas por isso não os criei sozinha.

Falei com quem percebe de processos terapêuticos em cada uma destas áreas, porque quero que os exercícios de escrita criativa sejam feitos com a naturalidade com que se bebe um copo de água fria no Verão, mas não prescindia da sua utilidade. Queria que fossem diários lúdicos, mas não superficiais.

Por isso, às vezes vai doer escrever, mas do outro lado, está um alívio que só temos quando afogamos a sede.